Monumentos Históricos

Os monumentos históricos do município de Cairu e seus distritos, incluindo a Ilha de Boipeba e o Morro de São Paulo, enriquecem a bela história da região e do país. Leia e saiba mais sobre nossos monumentos.

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Igreja do Divino Espírito Santo

 

A igreja do Divino Espírito Santo é o mais importante monumento histórico da Ilha de Boipeba. Criada em 1616 sob a condição de Capela do Divino Espirito Santo, foi elevada a Freguesia pelo Quarto Bispo D. Constantino Barradas, sob o nome de Divino Espirito Santo de Boipeba.

 

Posteriormente o prédio foi ampliado verticalmente, como demonstram os cunhais de cantaria interrompidos, ganhando três janelas estilo D. Maria I: um rosone onde se lê a data “1838”, um coro em madeira ainda existente e um consistório sobre a sacristia esquerda já demolido.

Igreja de São Sebastião

 

A igreja está localizada no povoado de Cova da Onça, distrito de Velha Boipeba e em frente a um mar repleto de gamboas de pesca. Ao longe está a Ponta dos Castelhanos e sua vegetação típica de mangue. O monumento está entre duas construções, com áreas de circulação entre elas ao fundo e um barracão muito próximo à igreja. Em sua frente existe um cruzeiro, sendo o acesso ao povoado feito por mar entre pequenas embarcações a motor à partir de Valença ou Taperoá. 


A Igreja é constituída por nave capela-mor, torre independente, corredor e sacristia. Telhado de água em nível diferentes, com terminações em beira- Severina que recobre o corpo central. Corredor e sacristia foram construídos recentemente e são recobertos por telhados de meia-água em fibrocimento. O coro nunca chegou a ser feito. A fachada, enquadrada por cunhas e cornija, é coroada por frontão curvilíneo e coruchéus nas esquinas. 

 

A torre de base quadrada é separada do corpo da igreja e tem terminação piramidal. Todos os vãos das fachadas são em arco pleno e interior é muito simples, contudo a nave e a capela-mor são ladrilhadas e têm forros planos de madeira. Possui algumas imagens e quadros como os da via Crucis, sem maior valor. 

Portalo

 

Por volta de 1536 com a chegada da esquadra comandada por Francisco Romero, foi edificado o portal da entrada do Morro de São Paulo. Este tinha imensas portas de madeira que eram fechadas a noite. Depois foi construído o Portal que hoje é conhecido como Portaló e até então é a entrada principal para esta localidade. A construção do Portaló levou cerca de 100 anos para ser concluída.

Fortaleza do Morro de São Paulo

 

O conjunto de relevante interesse arquitetônico conhecido como fortaleza ou presídio do Morro de São Paulo, situa-se cerca de 30 milhas ao sul da capital na extremidade norte da Ilha de Tinharé.

 

O sistema é constituído de 678 m da sua cortina de muralhas e ruínas, compreendendo os seguintes elementos:

 

O Portaló é a entrada do recinto fortificado, seguindo de um edifício que servia de corpo da guarda, do armazém de armamentos, da tulha de farinha e dos cômodos dos oficiais. Alguns metros adiante encontra-se o forte Velho, ou Bateria da Conceição, em seguida a Bateria de Santo Antônio e a Fortaleza da Ponta, onde está um quartel que foi construído em 1728 e concluído em 1730 a mando a mando de D. Vasco Fernandes Cesar de Menezes, o conde de Sabugosa. 

 

 A construção do Forte iniciou em 1630 sob as ordens do então Governador Geral Diogo Luiz de Oliveira. Este monumento cumpriu, no período colonial, duas funções importantes para a coroa portuguesa:

 

A primeira era de proteger o canal de Tinharé por onde escoava a produção de importantes centros de abastecimentos da capital, como as vilas de Cairu, Camamu, Boipeba e a atual Itacaré. Essas vilas sustentaram a guarnição do Forte com a produção de farinha durante um século.

 

Sua outra função era evitar que embarcações inimigas provenientes do sul pudessem penetrar na chamada barra falsa da Baia de todos os Santos, ganhando o canal de Itaparica e evitando o fogo da fortaleza de Santo Antônio, hoje conhecido como Farol da Barra.

 

Este conjunto arquitetônico é tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional).

Fonte Grande

 

Em 1746 o vice Rei do Brasil, André de Melo, mandou construir em Morro de São Paulo uma fonte para garantir o suprimento de água dos soldados do forte e dos moradores da vila. Deram-lhe o nome de Fonte Grande. A visita de D. Pedro II e da Marquesa de Santos fez a fama da Fonte Grande 1859.

 

Essa fonte foi o maior sistema de abastecimento de água da Bahia colonial e um notável exemplo da tecnologia construtiva deste período. Seu funcionamento acontece através da captação de águas e decantação, tanto do volume proveniente do lençol freático quanto do riacho existente.

 

Durante muitos anos foi a principal fonte de água para a população e até pouco tempo atrás, pessoas chegavam para tomar banho. Hoje a fonte é tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional).

Igreja Nossa Senhora da Luz

 

Os primeiros registros marcam a existência de uma capela de mesmo nome no início no início do século XVII. O mapa de 1759 produzido por João de Abreu e Carvalho a localiza nas mediações de onde se encontra o Farol nos dias atuais.

 

A igreja da N. Sra. Da Luz, existente na praça de mesmo nome, foi concluída em 1845, conforme a data no frontispício. Ela guarda relíquias dos séculos XVII e XVIII como as imagens sacras e os altares de cedro em estilo barroco.

Farol do Morro

 

O Farol de Morro de São Paulo foi construído em meados do Sec. XIX, entre os anos de 1846 e 1855, segundo o projeto e supervisão do Engenheiro Carson da Fábrica de Tecidos de Valença.

 

A sua máquina veio da França e produzia uma potência luminosa sem igual. Foi caracterizado como o melhor do Brasil na época da sua instalação, no entanto em 1937 este equipamento foi transferido para Abrolhos, sendo substituído por um outro maquinário inferior.

 

O registro histórico de maior relevância vem das anotações do diário de D. Pedro II, que descreve o Farol durante a visita da família Real à Ilha em 1859.

 

O mirante existente nas proximidades do Farol faz parte do conjunto defensivo na Ilha.

O Casarão

 

Construído em 1608 pela família Saraiva, o Casarão está localizado bem no centro da vila de Morro de São Paulo e seu modelo de construção é em estilo colonial. Foi utilizado para o armazenamento de farinha produzida na região, posteriormente sua sala principal funcionou como escola. Com o passar do tempo foi reformado diversas vezes, mas sempre mantendo o estilo de construção colonial.

 

Hoje o Casarão funciona como restaurante e pousada e possui excelente infraestrutura para atender os turistas que visitam o local.

 

São tantas histórias envolvendo o Casarão... A mas interessante é a de ter abrigado o Imperador Dom Pedro II, a Marquesa de Santos e o alto escalão da corte quando estiveram em Morro de São Paulo após uma visita a cidade de Valença em 1859. 

 

Os registros da veracidade deste fato estão nas anotações de viagem do diário de Dom Pedro II, que se encontra no Museu do Ipiranga, Rio de Janeiro.

Igreja de São Francisco de Xavier

 

A vila de Galeão está localizada a noroeste da ilha de Tinharé às margens do canal que separa a ilha do continente.  A capela está implantada no cume do outeiro que deu o nome à vila.

 

O acesso ao Galeão é feito por barco desde Valença ou Cairu e sua capelinha branca é vista de vários pontos da costa, inclusive da entrada da barra do Morro de São Paulo. Para chegar até a Igreja é necessário andar por uma ladeira Íngreme, de difícil acesso à época das chuvas.

 

Capela de interesse arquitetônico, constituída por nave, capela-mor, torre e sacristia-corredor. Telhados de duas águas recobre a nave e a capela-mor. A fachada caracteriza-se pela robustez da torre, em contraste com a esbelteza do pano central. Uma primeira cornija ao nível do corpo divide a fachada em duas partes: a inferior, revestida de reboco, e a superior, azulejada de Branco.

 

A segunda cornija marca um início do frontão recortado e da terminação piramidal da Torre. O frontispício é em vazaduras e arco pleno, a fachada lateral esquerda em vãos e verga reta, com esquadrias em guilhotina. Possui interior simples com dois altares e um púlpito neoclássico nas cores branca e amarela, além de forros abobadados na capela-mor e naves. Possui também barra de azulejos brancos com 1,50m de altura na nave e capela-mor.

Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário em Cairu

 

A igreja está situada em uma elevação, destacando-se e mirando o convento de Cairu.

 

Do alto descortina-se bela vista da cidade e da região, incluindo o braço de mar que separa a ilha do continente. Na vizinhança do monumento e ao lado direito, encontram-se casas térreas alinhadas em relação à rua, formando um agradável conjunto, e no lado esquerdo, uma encosta gramada. O acesso à cidade é feito por mar ou por terra a partir de Nilo Peçanha. A estrada é um pouco precária.

 

O monumento está compreendido dentro do centro histórico da cidade, inventariado sob o nº 32201-0.3-I001.

Convento de Santo Antônio em Cairu

 

Sua construção teve início em 1654 e levou um século para ser terminada. A fachada da igreja é uma obra-prima, sendo considerada a primeira manifestação do barroco arquitetônico no Brasil, e um expressivo e influente exemplo da arquitetura franciscana no país, imitada em vários outros templos nacionais. Seu interior foi extensamente reformado no século XIX, perdendo-se grande parte da luxuosa decoração original, mas ainda sobrevivem muitos elementos autênticos que dão uma ideia da primitiva suntuosidade do conjunto.

 

O convento tem uma decoração mais sucinta, mas também possui vários espaços bastante ornamentados, e em geral suas condições se preservam mais íntegras. Pela sua importância histórica e artística, o complexo foi tombado pelo IPHAN em 1941.

 

O conjunto de igreja e convento de Santo Antônio situa-se no centro da cidade, em terreno elevado. Dois mirantes existentes nos finas das circulações do 1º andar, desfruta-se belas vista do mar e do campo. Sua fachada é de cruzeiro de pedra, está voltada para o braço de mar que separa as ilhas de Cairu e Ilha de Boipeba.

 

O convento está envolvido em três lados uma roça ampla e arborizada, em parte murada. Do lado esquerdo da igreja ficam as ruínas da capela-mor da Ordem Terceira, que nunca chegou a ser construída.

 

O acesso ao convento é feito por uma ladeira calçada, continuação da rua direita. A pequena cidade, que conserva seu ar de vila colonial, foi inventariada como centro histórico sob o nº 32.201-0.3-I001.

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