Fauna e Flora

A Ilha de Boipeba está localizada no município de Cairu e encontra-se inserida no Bioma Mata Atlântica, tendo como ecossistema associados: Marinho Costeiro, Mata Ombrófila Densa, Restinga e Manguezais. Os três primeiros são marcados por vegetação secundária, decorrente da ação antrópica (ação humana), enquanto que o último está menos afetado, apresentando ainda vegetação primária.

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Os manguezais apresentam grande densidade e presença nos habitats, sendo significativos não somente pelo valor específico como ecossistema, mas também como recurso econômico e elemento estabilizador das ilhas. Dentre a variedade de espécies existentes neles destacamos os siris, caranguejos, ostras, sururu, aratu vermelho, dentre outros.

 

A mata atlântica é de características próprias da região e com elevado grau de naturalidade representativa das matas primárias, está presente em manchas significativas, construindo um ecossistema de grande valor conservacionista. Nessas matas observam-se espécie de Camaçari, Jataipeba, Jequitibá, Louro, Pau D´arco, entre centenas de outras espécies de grande valor ecológico.

 

A vasta costa atlântica do arquipélago de Cairu constitui um ecossistema que possui grande complexidade, composto de recifes de coral, praias e bancos arenosos, além de baixios que chegam até 4 km da linha de costa.

 

Aqui encontram-se diversas espécies de peixes (robalo, tainha, parú, sururu, arraia, cavala, pescada e bagre), crustáceos (siri, caranguejo, aratu vermelho, lambreta, sururu, ostra, camarão e lagosta), moluscos (Polvo e Lula). Além disso, pode-se constatar a existência de tartarugas marinhas que desovam nas praias da Ilha de Boipeba e ainda a presença de algumas baleias e golfinhos que visitam frequentemente a região.

 

A fauna terrestre das ilhas é composta por mamíferos de pequeno porte (raposas, tatus, lontras, pequenos macacos, juparás) e lagartos em geral. Todas são espécies fortemente ameaçadas pela ocupação humana.

 

O município de Cairu também é rico em aves como: papagaio, maria-velha, martim-pescador, periquito, garça-branca e cinza, pato d´agua, colibri, sabiá, cuiba, pica-pau, sanhaço, cubango, cardeal, papa-capim, canário, anu preto, juriti, maçarico médio, dentre outros. Esses animais buscam abrigo nas florestas, matas, nos corredores migratórios das ilhas desabitadas e nos canais onde os manguezais lhes dão proteção e alimento. 

 

Nesse sentido, as ilhas mais importantes são a do Manguinho, dos Patos, do Papagaio, Sabacu Grande e Sabacu Pequena e Mucurandiba.

 

As plantas nativas são piaçava, dendê, côco da Bahia e pindoba. As frutas regionais são caju, mangaba, goiaba, araçá, banana, cajá e manga. Há também o plantio e o consumo de mandioca e seus derivados, além de grande número de plantas medicinais ainda hoje utilizadas pelos moradores da Ilha de Boipeba.

 

As ilhas que integram o município de Cairu destacam-se por rara beleza natural e grande diversidade em seus ecossistemas. Por esse motivo estão inseridas numa Área de Proteção Ambiental- APA, que é uma delimitação geográfica que possui uma série de regras especiais para conservação das suas riquezas naturais e que permite o uso sustentável dos recursos ambientais presentes na sua área delimitada para conservação do Meio Ambiente. A APA possui como objetivos básicos: proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

 

As comunidades de Morro de São Paulo, Galeão, Gamboa e Garapuá na ilha de Tinharé, Velha Boipeba e São Sebastião na Ilha de Boipeba, estão integradas a Área de Preservação Ambiental (APA Tinharé-Boipeba), criada pelo governo do Estado da Bahia através do Decreto Estadual nº 1.240, de 05/06/1992 de Meio Ambiental (SEMA), enquanto a sede do município e as comunidades de Torrinhas e Tapuias que ficam na ilha de Cairu estão inseridas na APA Caminho da Boa Esperança.

 

Essas APAs foram criadas porque na região encontra-se a presença de ecossistemas de grandes interesses ambiental com extensos manguezais, além de um litoral recortado por morros, barras e recifes. Com o crescente movimento turístico surgiu a preocupação em salvaguardar estes recursos ambientais.

 

Os principais conflitos encontrados na região compreendida pela APA são: desmatamento, retirada de areia, ocupação e urbanização desordenados e a pesca predatória.

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