1531
Martim Afonso de
Souza zarpa da Bahia, avista a ilha e nome-a de "Tynharéa".
Na divisão do Brasil em capitanias hereditárias, Jorge Figueiredo
Correia recebe da Coroa as terras que mais tarde seriam conhecidas como
a capitania dos Ilhéus.
Naufrágio do barco espanhol 'Madre de Dios' na atual Ponta dos Castelhanos,
no sul da ilha de Boipeba. Por esta ocasião, estava de passagem pelas
ilhas, a figura carismática de Caramuru.
Francisco Romero, enviado de Figueiredo Correia como lugar-tenente, zarpa
de Lisboa chegando a Salvador em dezembro.
Francisco Romero escolhe Morro de São Paulo como sede da capitania,
batiza a vila e começa as construções. Pouco tempo
depois, decide transferir a vila e fundar a atual cidade de Ilhéus.
Figueiredo Correia cria várias sesmarias. Uma delas abrangia aproximadamente
a área entre as atuais cidades de Itacaré e Valença,
e é doada a Mem de Sá, futuro Governador Geral.
Os Jesuítas se estabelecem em Taperoá, em frente às
ilhas, e em Cairú.
A grande epidemia de varíola resulta em morte e dispersão
dos Tupinambás na região, abrindo caminho para os Aimorés,
que vinham do sul.
Mem de Sá, já Governador Geral, doa aos jesuítas a
chamada sesmaria das Doze Léguas que ele ganhou em 1537.
Os Aimorés atacam Porto Seguro e Ilhéus. Os refugiados chegam
a Cairú e Boipeba.
Lucas Giraldes, segundo donatário da Capitania dos Ilhéus,
ordena oficialmente a criação das vilas de Cairú, Boipeba
e Camamu. A sesmaria dos jesuítas é conhecida como as doze
léguas de Camamu.
Fundação de Nossa Senhora do Santo Amparo, atual cidade de
Valença.
Os Aimorés atacam a região de Tinharé e causam o abandono
completo do povoado de N. Sra. do Amparo e a fuga dos moradores pelas ilhas.
Em Morro de São Paulo, a família Saraiva-Goes manda construir
a capela de Nossa Senhora da Luz no alto do Morro, onde hoje se encontra
o farol.
Os jesuítas fundam a Residência de São Francisco Xavier
no Galeão, ponta oeste da ilha de Tinharé.
Primeira visita de uma esquadra holandesa às águas de Tinharé,
sob o comando de Jacob Willekens e Johan van Dortt, antes de tomar Salvador.
Os holandeses são expulsos de Salvador. Menos de um mês depois,
Tinharé recebe a visita de uma segunda esquadra holandesa, sob o
comando de Boudewijn Hendriczood. Está se dispersa ao saber da retomada.
Pieter Van Heyn ataca Salvador várias vezes, permanecendo por meses
na região, antes de ir para o Caribe. Envia uma embarcação
sob o comando de um brasileiro, um certo 'Mãozinha', para saquear
a ilha de Tinharé. Ocorre, pela ocasião, segundo a lenda,
um milagre atribuído à N. Senhora da Luz, que teria criado
uma 'ilusão' de que a costa estava protegida por um grande batalhão
de soldados, afugentando os invasores.
Começa a construção da Fortaleza do Morro de São
Paulo, ordenado pelo Governador Geral Diogo Luís de Oliveira. Esta
primeira fase das construções acaba levando quase cem anos
para a sua conclusão, constituindo a estrutura do Forte Velho, ou
Forte da Conceição.
O Governador Antônio Teles da Silva obriga os moradores do arquipélago
a abastecerem de farinha todas as tropas até Salvador.
Oficialização do funcionamento do forte em Morro de São
Paulo.
Instituição de uma guarda fixa na fortaleza do Morro de São
Paulo, recrutada entre os moradores das ilhas.
O Conde de Sabugosa, Vasco Fernades Cesar De Menezes, Vice-rei, ordena a
criação de um ponto de fiscalização no Morro,
estabelecendo controle sobre a região, de acesso às minas
de ouro do interior.
O Conde de Sabugosa inicia ambiciosas obras de extensão na fortaleza
do Morro de São Paulo. Constrói o 'Forte da Ponta', ou Tapirandu,
que ainda existe, em ruínas, e é o que hoje comumente chamamos
de 'forte'. Também são construídos os pequenos fortes
do Zimbeiro e o do São Luiz, ao alto do Morro, dos quais hoje só
restam pequenos fragmentos.
O Conde de Sabugosa suspende a obrigação de fornecimento de
mandioca às tropas da fortaleza, atendendo ao pedido dos produtores.
O Conde de Sabugosa inicia a construção da muralha que acompanharia
o canal de entrada ás águas de Tinharé, integrando
o conjunto da fortificação. Vinte anos mais tarde, essas obras
ainda estariam inacabadas.
Construção da Fonte Grande, com a contratação
de um arquiteto francês, para o abastecimento das tropas com água.
Em sua fase áurea, o forte do Morro contava com cinco construções
e baterias em muros de 678m de extensão, 51 peças de artilharia
e uma guarnição com 183 homens, sendo uma das maiores do Brasil.
Uma tempestade danifica a fortaleza do Morro. As obras de restauração
só se iniciam após 20 anos.
Famosa polêmica na corte sobre as reais necessidades de restaurar-se
o forte do Morro. Os dois fortes menores são classificados como ruínas.
Sob a supervisão de Domingo Álvares Branco Muniz, as obras
de restauração conferem ao forte do Morro o seu aspecto atual.
Santo Amparo é elevada à vila de Nova Valença do Santíssimo
Coração de Jesus, desmembrando-se de Cairú.
Êxodo da população de Boipeba para o continente, Boipeba
perde a categoria de vila. Jequié, atual Nilo Peçanha, situada
à sua frente, no continente, eleva-se à vila e passa a chamar-se
Nova Boipeba.
O almirante Lord Thomas Cockrane e suas forças estabelecem base para
as operações da primeira esquadra brasileira na baía
de Tinharé, no âmbito das lutas da independência. Nesse
período, parte dos canhões da reserva de artilharia da fortificação
do Morro é transferida para Salvador.
Completam-se as obras da nova igreja de Nossa Senhora da Luz, em Morro de
São Paulo.
Nova Boipeba acaba perdendo o status de vila para Taperoá. O engenheiro
J. Monteiro Carson da fábrica de tecidos de Valença constrói
o farol do Morro de São Paulo.
O Imperador Dom Pedro II visita Morro de São Paulo. Acréscimo
das inscrições no portal do forte e portaló do Morro
de São Paulo.
Escavações ilegais são feitas na igreja de Velha Boipeba,
aparentemente em busca de um tesouro.
1946
Desconhecidos dizendo-se autorizados fazem escavações na Fonte
Grande em Morro de São Paulo, danificando-a.